"Austrália, a terra do Eucalipto". Assista agora a reportagem.

http://www.agrosoft.org.br/agropag/217371.htm

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ruralistas partem para o corpo a corpo para apressar votação do Código Florestal


Flavia Bernardes

A instalação da Câmara de Negociação sobre o Código Florestal na Câmara dos Deputados, criada com a justificativa de buscar um consenso entre as bancadas ruralista e ambientalista sobre a legislação ambiental, não irá frear os ruralistas. Em Brasília, os parlamentares que defendem o agronegócio estão de olho nos 45% de novatos na Casa e nas bancadas partidárias – nove delas já foram abordadas por ruralistas.

Assim, a Câmara, que deveria servir de debate, corre o risco de ser atropelada pela forte articulação dos ruralistas. Se os esforços derem certo, faltará tempo para que a Câmara de Negociações consiga chegar a um consenso, até o final deste mês.

Juntos, os ruralistas já abordaram as bancadas do PDT, PPS, PR, PRB, PTdoB, PRTB, PHS, PTC e PSL, com o objetivo de garantir, logo, a aprovação do projeto polêmico de Aldo Rebelo (PCdoB).

Entre os pontos críticos que os ambientalistas querem levar ao debate na nova Câmara estão: o dispositivo que perdoa dívidas por desmatamento ilegal realizadas até meados de 2008; a dispensa de Reserva Legal para propriedades com até quatro módulos; a retirada das áreas de topos de morro da categoria de Área de Preservação Permanente (APP), e a diminuição da área de preservação nas margens dos mananciais, de 30 para 15 metros.

Nesse sentido, também se manifestam os agricultores familiares que chegaram a apresentar um texto com 18 sugestões de alteração ao relatório de Rebelo. Os agricultores cobram, primeiramente, que a categoria seja diferenciada dos grandes produtores na legislação ambiental.

Segundo os pequenos agricultores, no caso da exclusão de Reserva Legal para propriedades de até quatro módulos, defendida por Rebelo como um benefício para a categoria, não beneficia os agricultores familiares e sim grandes produtores, visto que os agricultores familiares produzem em harmonia com a natureza e, que esta nunca foi uma necessidade do setor familiar. A questão é um dos pontos mais acirrados entre ambientalistas e ruralistas, já que é um ponto que os ruralistas - apesar de contrariados pelos agricultores familiares – não querem abrir mão.

No Espírito Santo, novas mobilizações contra a aprovação do projeto d e lei ocorreram nos últimos dias, durante as atividades do Dia Internacional das Mulheres. Em marcha, palestras e debates, mulheres ligadas aos movimentos sociais debateram os impactos do agronegócio e as conseqüências do novo Código Florestal que será votado em Brasília. Ao todo, 250 mulheres participaram do evento.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Governo afrouxa regras ambientais

Pacote de decretos que será anunciado após o carnaval vai simplificar licenças e reduzir prazos e custos para acelerar projetos em várias áreas

Um pacote de decretos promoverá o que vem sendo entendido no governo como "choque de gestão" na área de licenciamento ambiental, com regras mais simples e redução de prazos e custos. Os decretos vão fixar novas normas por setores, e os primeiros a passarem por reforma serão petróleo, rodovias, portos e linhas de transmissão de energia.

Em algumas obras, como o asfaltamento de rodovias, não serão mais exigidas licenças, mas uma simples autorização do órgão ambiental. Essa regra não atinge, porém, rodovias na Amazônia, como a polêmica BR-319, localizada numa área bastante preservada da floresta.

Listada entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a rodovia enfrenta resistências na área ambiental pelo risco de aumentar o desmatamento na Amazônia. Sinais de aumento do ritmo das motosserras nas proximidades da BR-317 reforçam essas resistências.

Além de acelerar a liberação de licenças com regras mais claras e menos burocracia, o pacote de decretos deverá reduzir o custo de exigências do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O custo médio dessas exigências, que incluem até a urbanização e a instalação de saneamento de cidades, é estimado entre 8% e 10% do preço total dos empreendimentos. Em alguns casos, supera 15%.

Atrasos. A área ambiental é alvo de críticas no governo por supostamente impor atrasos nos cronogramas de empreendimentos. Mudanças nas regras vêm sendo negociadas desde o fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas a edição dos decretos pela presidente Dilma Rousseff é prevista apenas para depois do carnaval.

O licenciamento de hidrelétricas não passará por mudanças neste momento. Essa é uma das áreas mais complicadas na agenda do governo Dilma Rousseff.

O Plano Decenal de Energia prevê a construção de cinco grandes usinas em áreas de conservação ambiental no Pará. As hidrelétricas do Complexo Tapajós, com potência estimada em 10,5 mil MW (megawatts), quase uma Belo Monte, deverão alagar uma área de 1.980 km², 30% maior que a cidade de São Paulo.

Um dos decretos cujo texto já foi aprovado pelo Planalto acelera o licenciamento de linhas de transmissão de energia. O objetivo é impedir que a energia a ser gerada pela hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), por exemplo, não possa ser distribuída por atraso no licenciamento da linha de transmissão.

Na área de petróleo , o número de licenças - que hoje pode chegar a 12 para cada projeto - será reduzido. A intenção é facilitar a exploração do pré-sal, sem abrir mão de critérios de segurança dos empreendimentos, proporcionais ao impacto ambiental dos projetos.

Fonte: Estadão

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ah. estas fotos foram tiradas em 11 de fevereiro de 2011. na fazenda campo alegre II.




fazenda Campo Alegre II


FOTOS TIRADAS EM 11 DE FEVEREIRO DE 2011.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Casca de eucalipto pode produzir etanol


Açúcares solúveis podem ser utilizados para produzir etanol por meio de fermentação

12/01/2011 - A viabilidade da produção de etanol a partir das cascas de eucaliptos descartadas pelas fábricas de celulose e papel é comprovada em pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. Os experimentos realizados pelo químico Juliano Bragatto demonstram que uma tonelada de resíduo gera 200 quilos de açúcares, que permitirão produzir 100 litros de etanol. O número pode dobrar com o aproveitamento do açúcar existente na estrutura das cascas.

A casca do eucalipto possui açúcares solúveis que podem ser prontamente postos em contato com as leveduras que produzem o etanol por meio de fermentação.

Rendimento
Uma tonelada de resíduos pode gerar 200 quilos de açúcares, volume suficiente para produzir 100 litros de etanol. As pesquisas deverão prosseguir com a utilização de um maior número de variedades de eucalipto, para verificar com exatidão a composição química das cascas e a quantidade de açúcar disponível.
Os resultados do estudo fazem parte da tese de doutorado de Juliano Bragatto, orientada pelo professor Carlos Alberto Labate, da Esalq. As conclusões também deverão ser publicadas em um artigo científico, em publicação internacional a ser definida. O trabalho teve o apoio de uma indústria de papel e celulose, que forneceu os resíduos de eucalipto.

Fonte: Agência USP de Notícias/Adaptado por Celulose Online