"Austrália, a terra do Eucalipto". Assista agora a reportagem.

http://www.agrosoft.org.br/agropag/217371.htm

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Eucalipto – dele tudo se aproveita

.......O eucalipto é uma planta originária da Austrália, onde existem mais de 600 espécies. A partir do início do século 20, o eucalipto teve seu plantio intensificado no Brasil, sendo usado durante algum tempo nas ferrovias, como dormentes e lenha para as marias-fumaças e mais tarde como poste para eletrificação das linhas.

.......No final dos anos 1920, as siderúrgicas mineiras começaram a aproveitar a madeira do eucalipto, tranformando-o em carvão vegetal utilizado no processo de fabricação de ferro-gusa. A partir daí, novas aplicações foram desenvolvidas. Hoje, o plantio encontra-se muito disseminado, desde o nível do mar até os 2.000 metros de altitude, tanto em solos extremamente pobres quanto em solos ricos, secos e alagados.

.......Atualmente, do eucalipto, tudo se aproveita. Das folhas, extraem-se óleos essenciais empregados em produtos de limpeza e alimentícios, em perfumes e até em remédios. A casca oferece tanino, usado no curtimento do couro. O tronco fornece madeira para sarrafos, lambris, ripas, vigas, postes, varas, esteios para minas, mastros para barco, tábuas para embalagens e móveis. Sua fibra é utilizada como matéria-prima para a fabricação de papel e celulose. A partir do pólen extraído de suas flores, produz-se mel de altíssima qualidade, ao qual se atribuem, inclusive, propriedades medicinais.

.......O Eucalipto é, hoje, uma alternativa de preservação da natureza. No Brasil, dos 350 milhões de metros cúbicos de madeira consumidos por ano, 100 milhões já provêm de plantios florestais, a maior parte de eucaliptos.
Esse consumo é distribuído entre geração de energia - na forma de lenha e carvão vegetal; produtos sólidos - como madeira serrada e aglomerados; e celulose - usada na produção de papel.

.......O plantio de Eucalipto é uma atividade produtiva que ainda tem muito espaço para crescer em nosso país. No Brasil, o eucalipto é dez vezes mais produtivo do que outras árvores utilizadas em países de clima frio para produzir celulose.

.......Os plantios florestais no Espírito Santo são relativamente recentes e, ao contrário do que muitas pessoas pensam, utilizam apenas 3,8% do solo no estado.

Curiosidades

  • O setor de reflorestamento brasileiro emprega quase 700 mil pessoas diretamente, com mais 3,5 milhões empregos indiretos. Em 2006, o setor exportou o equivalente a US$ 5 bilhões.

  • Uma árvore de eucalipto de 7 anos de idade tem aproximadamente 25 metros de altura e 18 centímetros de diâmetro. Ela é capaz de produz 3 fardos de papel.

  • Aos 7 anos de idade, uma árvore de eucalipto já devolveu cerca de 70% dos nutrientes que retirou do solo, sob a forma de folhas e galhos;

  • As raízes, folhas, galhos e cascas de eucalipto que são depositados no solo ao longo do seu desenvolvimento contribuem para a sua saúde e conservação.

  • É uma excelente madeira, que deriva produtos de ótima qualidade;

  • Por não ser nativo do Brasil, o eucalipto é imune a uma série de insetos e fungos.

  • O Eucalipto é a árvore que cresce em menos tempo. Há exemplares que, em três meses, atingiram mais de 7 metros, enquanto o carvalho cresce, no espaço de 3 anos, somente 85 cm; No mesmo tempo, o álamo cresce 2 metros.

.......Tomando como base uma pessoa de 68 anos de idade e que uma árvore de eucalipto em idade de corte produza cerca de 0,38 m³ de madeira (ano 1998), essa pessoa terá consumido ao longo de sua vida:

Consumo per capita de papel = 38,8 kg/ano
24 Árvores/Pessoa
Casa de madeira com 45 m² = 5 m³ de madeira
0,5 Árvores/Pessoa
Carro de 500 kg de aço = 1,25 m³ de carvão vegetal
4,5 Árvores/Pessoa
Consumo anual de energia = 200 milhões m³ de madeira
272 Árvores/Pessoa
Armários/Mesas/Cadeiras/Camas/Utensílios
6,5 Árvores/Pessoa
Total de 307,5 Árvores/Pessoa

Fonte – UFV (Universidade Federal de Viçosa – MG)

.......Portanto, das mais de 300 árvores consumidas por uma pessoa ao longo de sua vida, cerca de 97% desse consumo pode (e deve) ser de madeira de áreas reflorestadas.

UROFILA X GRANDS

O Eucalipto da variedade UROGRANDS, linhagem GG 100 da Gerdau, que e um cruzamento das variedades UROFILA X GRANDS, é usado principalmente para a produção de carvão produzido, seu uso e mais voltado a uma utilização mais rápida da madeira.
Exige um solo mais de cultura, onde é chamado “terra de cultura”.
CORTE COM 4,5 A 5 ANOS, RENDIMENTO DE MADEIRA 380 a 400 m²/há.

Para lenha e carvão: espécies que dêem grande quantidade de lenha em prazo curto (E. grandis, E. urophylla, E. torilliana)

Para papel e celulose: espécies que apresentem cerne branco e macio (E grandis, E saligna, E urophylla)

Para postes, moirões, dormentes e estacas: espécies com cerne duro (para resistir ao tempo), (E citriodora, E robusta, E globulus)

Para serrarias: espécies de madeira firme, em que não ocorram rachaduras (E dunnii, E viminalis, E grandis)

domingo, 10 de abril de 2011

Novo hit de Matheus Lacerda. Vou plantar uns eucaliptos !!

Novo hit de Matheus Lacerda. Vou plantar uns eucaliptos !!

http://www.youtube.com/watch?v=2Sw8Q3sIjHM

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pesquisadores conseguem retirar etanol da casca do eucalipto

Cientistas querem testar se transformação é viável para o mercado.

É possível gerar etanol a partir da casca do eucalipto. Este é o resultado de uma pesquisa inédita no mundo, realizada por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A idéia é utilizar mais de sete milhões do resíduo que sobra da madeira utilizada na indústria de papel e celulose. Se tudo der certo, a previsão é que o novo etanol chegue ao mercado em no máximo em 10 anos.

No Brasil, existem mais de 4,5 milhões de hectares de eucalipto. Cada 30 milhões de toneladas de madeira geram sete milhões de toneladas de casca de eucaliptos. De acordo com pesquisadores, uma tonelada pode produzir 200 mil litros de etanol. A quantidade é muito parecida com a cana, até mesmo o de segunda geração, e isso pode dar um incremento no bicombustível.

Cada hectare de eucalipto produz 2,6 mil litros de etanol. Um hectare de cana produz seis mil litros de etanol. O etanol de casca de eucalipto é mais uma fonte de energia alternativa, mas não concorre com o etanol da cana, já consolidado no mercado. A partir de agora, os pesquisadores iniciaram um novo estudo, em parceria com a União Européia.

A viabilidade econômica depende de vários parâmetros. A idéia é associar o eucalipto com o setor sucroalcooleiro – afirma Carlos Alberto Labate, professor da Esalq/USP.

Fonte: Canal Rural, adaptado por Painel Florestal

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ruralistas partem para o corpo a corpo para apressar votação do Código Florestal


Flavia Bernardes

A instalação da Câmara de Negociação sobre o Código Florestal na Câmara dos Deputados, criada com a justificativa de buscar um consenso entre as bancadas ruralista e ambientalista sobre a legislação ambiental, não irá frear os ruralistas. Em Brasília, os parlamentares que defendem o agronegócio estão de olho nos 45% de novatos na Casa e nas bancadas partidárias – nove delas já foram abordadas por ruralistas.

Assim, a Câmara, que deveria servir de debate, corre o risco de ser atropelada pela forte articulação dos ruralistas. Se os esforços derem certo, faltará tempo para que a Câmara de Negociações consiga chegar a um consenso, até o final deste mês.

Juntos, os ruralistas já abordaram as bancadas do PDT, PPS, PR, PRB, PTdoB, PRTB, PHS, PTC e PSL, com o objetivo de garantir, logo, a aprovação do projeto polêmico de Aldo Rebelo (PCdoB).

Entre os pontos críticos que os ambientalistas querem levar ao debate na nova Câmara estão: o dispositivo que perdoa dívidas por desmatamento ilegal realizadas até meados de 2008; a dispensa de Reserva Legal para propriedades com até quatro módulos; a retirada das áreas de topos de morro da categoria de Área de Preservação Permanente (APP), e a diminuição da área de preservação nas margens dos mananciais, de 30 para 15 metros.

Nesse sentido, também se manifestam os agricultores familiares que chegaram a apresentar um texto com 18 sugestões de alteração ao relatório de Rebelo. Os agricultores cobram, primeiramente, que a categoria seja diferenciada dos grandes produtores na legislação ambiental.

Segundo os pequenos agricultores, no caso da exclusão de Reserva Legal para propriedades de até quatro módulos, defendida por Rebelo como um benefício para a categoria, não beneficia os agricultores familiares e sim grandes produtores, visto que os agricultores familiares produzem em harmonia com a natureza e, que esta nunca foi uma necessidade do setor familiar. A questão é um dos pontos mais acirrados entre ambientalistas e ruralistas, já que é um ponto que os ruralistas - apesar de contrariados pelos agricultores familiares – não querem abrir mão.

No Espírito Santo, novas mobilizações contra a aprovação do projeto d e lei ocorreram nos últimos dias, durante as atividades do Dia Internacional das Mulheres. Em marcha, palestras e debates, mulheres ligadas aos movimentos sociais debateram os impactos do agronegócio e as conseqüências do novo Código Florestal que será votado em Brasília. Ao todo, 250 mulheres participaram do evento.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Governo afrouxa regras ambientais

Pacote de decretos que será anunciado após o carnaval vai simplificar licenças e reduzir prazos e custos para acelerar projetos em várias áreas

Um pacote de decretos promoverá o que vem sendo entendido no governo como "choque de gestão" na área de licenciamento ambiental, com regras mais simples e redução de prazos e custos. Os decretos vão fixar novas normas por setores, e os primeiros a passarem por reforma serão petróleo, rodovias, portos e linhas de transmissão de energia.

Em algumas obras, como o asfaltamento de rodovias, não serão mais exigidas licenças, mas uma simples autorização do órgão ambiental. Essa regra não atinge, porém, rodovias na Amazônia, como a polêmica BR-319, localizada numa área bastante preservada da floresta.

Listada entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a rodovia enfrenta resistências na área ambiental pelo risco de aumentar o desmatamento na Amazônia. Sinais de aumento do ritmo das motosserras nas proximidades da BR-317 reforçam essas resistências.

Além de acelerar a liberação de licenças com regras mais claras e menos burocracia, o pacote de decretos deverá reduzir o custo de exigências do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O custo médio dessas exigências, que incluem até a urbanização e a instalação de saneamento de cidades, é estimado entre 8% e 10% do preço total dos empreendimentos. Em alguns casos, supera 15%.

Atrasos. A área ambiental é alvo de críticas no governo por supostamente impor atrasos nos cronogramas de empreendimentos. Mudanças nas regras vêm sendo negociadas desde o fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas a edição dos decretos pela presidente Dilma Rousseff é prevista apenas para depois do carnaval.

O licenciamento de hidrelétricas não passará por mudanças neste momento. Essa é uma das áreas mais complicadas na agenda do governo Dilma Rousseff.

O Plano Decenal de Energia prevê a construção de cinco grandes usinas em áreas de conservação ambiental no Pará. As hidrelétricas do Complexo Tapajós, com potência estimada em 10,5 mil MW (megawatts), quase uma Belo Monte, deverão alagar uma área de 1.980 km², 30% maior que a cidade de São Paulo.

Um dos decretos cujo texto já foi aprovado pelo Planalto acelera o licenciamento de linhas de transmissão de energia. O objetivo é impedir que a energia a ser gerada pela hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), por exemplo, não possa ser distribuída por atraso no licenciamento da linha de transmissão.

Na área de petróleo , o número de licenças - que hoje pode chegar a 12 para cada projeto - será reduzido. A intenção é facilitar a exploração do pré-sal, sem abrir mão de critérios de segurança dos empreendimentos, proporcionais ao impacto ambiental dos projetos.

Fonte: Estadão

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ah. estas fotos foram tiradas em 11 de fevereiro de 2011. na fazenda campo alegre II.